Roteiro de Antero

Roteiro de Antero

1 –  Rua do Castilho, n.º 11 a 15 – casa onde nasceu Antero de Quental, a 18 de abril de 1842.

2 – Igreja Matriz de Ponta Delgada – igreja onde foi batizado Antero de Quental, a 2 de maio de 1842.

3 – Largo de Camões / Antigo Convento dos Gracianos – Liceu de Ponta Delgada onde Antero de Quental realizou o exame de conclusão do liceu.

4 – Solar do Ramalho – Rua do Ramalho – casa de campo da família Quental, onde Antero de Quental passava férias e fins de semana. Sabe-se que nesta casa escreveu o soneto “Amor de Mãe”.

5 – Portão sul da Quinta do Ramalho, que dava acesso ao mar em Santa Clara, no acesso à Centrovia. Era conhecido o gosto de Antero de Quental pelo mar, sendo muito provável a utilização daquele acesso. As ombreiras de pedra do portão permaneceram no local até 2010, data em que desapareceram. (Local em fase de apreciação para edificação de homenagem a Antero.)

6 – Hotel das Furnas – em 1887, Antero de Quental passou alguns dias de descanso nesta unidade hoteleira.

7 –  Pousada da Juventude, situada junto ao parque de estacionamento de S. Francisco Xavier – à época de Antero de Quental, no edifício existia o Hotel Brown, onde gostava de ficar alojado quando visitava Ponta Delgada.


8 –  Rua Margarida de Chaves, n.º 28 – casa de João Machado de Faria e Maia, um dos maiores amigos de Antero de Quental. Terá estado aqui pela última vez no dia 11 de setembro de 1891, depois das 17h, num ato de despedida.

9 –  Rua da Esperança, n.º 19 (atual Rua Dr. Gil Montalverne Sequeira) – casa onde existia o atelier fotográfico de António José Raposo (“Fotografia Raposo”), onde Antero de Quental, a 18 de agosto de 1887, tirou a sua fotografia preferida.

10 –  Rua de S. Gonçalo, n.º 221 – casa que Antero de Quental arrendou em 1891 com o propósito de aí viver quando decidiu fixar-se definitivamente em Ponta Delgada. Acabou por desistir do arrendamento e foi viver para uma casa cedida pelo seu amigo José Bensaúde.

11 – Rua do Valverde, n.º 58 (atual Rua Manuel Inácio Correia) – casa onde existiu a “Fotografia Central”, de José Pacheco Toste. Antero de Quental foi ali fotografado, sendo sabido que o retrato não foi do seu agrado.

12 – Rua José Bensaúde, n.º 46 – casa cedida por José Bensaúde a Antero de Quental, onde passou a residir. Foi a última casa onde viveu em Ponta Delgada.

13 –  Rua José Bensaúde, n.º 42 – Fábrica do Tabaco Micaelense, mais precisamente o chalé, residência de José Bensaúde, amigo de Antero de Quental, onde partilharam inúmeras refeições, sobretudo jantares. Devido a refluxo, Antero optava frequentemente por fazer apenas uma refeição diária, alimentando-se sobretudo de sopa e fruta.

14 – Lado nascente da Igreja Matriz, edifício na esquina da Rua dos Mercadores – local onde esteve sediada a Loja Férin, pertencente a Benjamim Férin, de ascendência judaica, onde se vendia quinquilharia (designação da época). Neste local, Antero de Quental comprou, pelas 17h do dia 11 de setembro de 1891, o revólver Lefaucheux com que viria a pôr fim à vida, no Campo de S. Francisco, pelas 20h00.

15 –  Rua Coronel Afonso Chaves de Melo, n.º 106 – casa do Coronel Afonso Chaves de Melo, amigo de Antero de Quental, que visitava com frequência. Costumava sentar-se num canapé de palhinha a conversar com o Coronel, ilustre maçon.

16 –  Palácio da Conceição (lado nascente, entrada junto à capela) – casa do então Governador Civil, onde estava alojada a irmã de Antero de Quental no dia 11 de setembro de 1891. Nesse dia, cerca das 18h00, visitou-a num ato de despedida, entregando-lhe o dinheiro que possuía. Seguiu depois pela Rua de Lisboa, Rua José Bensaúde e Campo de S. Francisco, onde pôs termo à vida pelas 20h00.

17 – Campo de S. Francisco – banco de jardim junto ao Convento da Esperança, encimado por uma âncora e pela palavra “Esperança”, esculpidas em pedra, onde Antero de Quental disparou dois tiros com um revólver Lefaucheux no dia 11 de setembro de 1891.

18 –  Antigo Hospital da Santa Casa da Misericórdia – Campo de S. Francisco (atual Hotel Galé Collection S. Miguel) – Antero de Quental foi socorrido e transportado para este hospital após o disparo. Os ferimentos eram muito graves e nada pôde ser feito para o salvar, tendo falecido cerca de uma hora depois, pelas 21h00 do dia 11 de setembro de 1891.

19 –  Cemitério de S. Joaquim – talhão B – jazigo da família de André Antero de Quental (avô), onde Antero de Quental foi sepultado no dia 12 de setembro de 1891, pelas 17h00.

20 –  Biblioteca e Arquivo Regional de Ponta Delgada (Largo Antero de Quental) – local onde se encontra o espólio de Antero de Quental, incluindo os sapatos com que foi sepultado, a sua biblioteca pessoal e outros objetos de uso pessoal.




21 –  Jardim Antero de Quental – inicialmente designado (1920) Jardim Gaspar Frutuoso, foi renomeado em homenagem a Antero de Quental em 1942, no centenário do seu nascimento.